Os hábitos ocultos que pioram sua ansiedade social — e como evitá-los
A ansiedade social é mais comum do que se imagina e pode afetar até 12% das pessoas em algum momento da vida. Um estudo da University of Chichester, no Reino Unido, apontou que mais de 20% dos universitários enfrentam algum tipo de ansiedade social durante os estudos, com correlação entre a condição e notas mais baixas, relacionamentos precários e isolamento.
Segundo Neil Greening, presidente da Aliança para a Ansiedade Social do Reino Unido, sinais típicos incluem ficar em silêncio, dar respostas curtas, mexer no celular para evitar interações, permanecer na periferia dos grupos e restringir conversas a temas considerados seguros. Ele afirma que o uso de smartphones e o trabalho remoto contribuem para reduzir as interações sociais e aumentar os níveis de ansiedade.
O psicólogo David Clark, professor da Universidade de Oxford, recomenda parar de se monitorar obsessivamente durante situações sociais e concentrar a atenção na conversa, na outra pessoa ou no ambiente. Ele sugere testar os próprios medos com pequenos experimentos comportamentais e abandonar comportamentos de segurança, como ensaiar cada frase ou evitar contato visual. A terapia cognitivo-comportamental é apontada como o padrão-ouro de tratamento.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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