“Oportunismo e irresponsabilidade”, diz advogada sobre perdão a MEI
No programa Última Análise desta quinta-feira (15), os comentaristas discutiram duas pesquisas presidenciais recentes e a aprovação, pelo Senado Federal, do perdão de dívidas tributárias dos Microempreendedores Individuais (MEIs).
Segundo o instituto Datafolha, Flávio Bolsonaro aparece com 51% e Lula com 49%. Já na pesquisa do instituto Palver, o candidato da direita surge com 50% e o da esquerda mantém o percentual. A pesquisa Palver foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-08028/2026, enquanto a Datafolha sob o nº BR-00466/2026.
Para o escritor Francisco Escorsim, a oscilação ocorre dentro da margem de erro. "Lula continua com o percentual e nada mudou, desde o primeiro turno. É provável que a diferença seja ainda maior do que essa", avalia. A advogada Fabiana Barroso afirma que a diferença entre os dois será difícil de ser trabalhada pela campanha de Lula.
Sobre o perdão aos MEIs, o Senado aprovou nesta quinta-feira (15), com 78 votos favoráveis e nenhum contrário, os projetos de lei que perdoam as dívidas tributárias dos Microempreendedores Individuais, elevam o limite de faturamento anual para R$ 140 mil e permitem a contratação de até dois empregados. As propostas foram aprovadas após os parlamentares votarem a favor da tramitação em regime de urgência.
"Oportunismo e irresponsabilidade. É a total ausência de comprometimento com as contas públicas. Como se faz algo assim sem revelar de onde os recursos serão retirados?", questiona Barroso. O programa também abordou a articulação do "centrão" no Congresso Nacional em torno de uma minirreforma política, cuja ideia é acabar com puxadores de voto por meio da instituição do voto distrital. Para Escorsim, o voto distrital iria reavivar o "voto de cabresto".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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