Última Hora
• “Não há reconciliação”, diz professor da FGV sobre relação com STF em 2027 • Motta ignora força da direita eleita na Câmara e elogia apenas aumento da bancada feminina • Papa Leão XIV alerta que diluir exigências do cristianismo não o torna atraente • União Europeia vai confrontar boletins de urna com resultados oficiais do TSE • TSE julga casos de Deltan Dallagnol e Anthony Garotinho para definir eleições no PR e RJ • 'Desafio de Flávio é ser presidente de direita normal', avalia economista Samuel Pessôa • O que Flávio e Lula propõem sobre a jornada 6x1 e outras escalas de trabalho • O que é o mistério da assimetria da vida que rendeu Nobel de Química a cientistas • “Não há reconciliação”, diz professor da FGV sobre relação com STF em 2027 • Motta ignora força da direita eleita na Câmara e elogia apenas aumento da bancada feminina • Papa Leão XIV alerta que diluir exigências do cristianismo não o torna atraente • União Europeia vai confrontar boletins de urna com resultados oficiais do TSE • TSE julga casos de Deltan Dallagnol e Anthony Garotinho para definir eleições no PR e RJ • 'Desafio de Flávio é ser presidente de direita normal', avalia economista Samuel Pessôa • O que Flávio e Lula propõem sobre a jornada 6x1 e outras escalas de trabalho • O que é o mistério da assimetria da vida que rendeu Nobel de Química a cientistas
Ver Todas

O que Flávio e Lula propõem sobre a jornada 6x1 e outras escalas de trabalho

Por Celso Rafael
Atualizado em 07/10/2026 às 16:35 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A jornada de trabalho no Brasil é um dos pontos que separam o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Os dois candidatos defendem caminhos distintos, e ambos têm propostas em tramitação no Senado que carregam seus nomes, direta ou indiretamente.

De um lado está a proposta que acaba com a escala 6x1 — seis dias trabalhados por um de descanso — e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salário. O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e começou a tramitar no Senado nesta terça-feira (6/10). Lula assumiu o compromisso de forma explícita no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): "Manteremos nossa ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados."

O mesmo capítulo do documento trata de temas associados, como o combate à "pejotização espúria" e a regulamentação do trabalho por aplicativos, mas é o trecho sobre a 6x1 que Lula tem repetido com mais frequência fora do documento oficial. Nesta terça, ao comentar o início da discussão no Senado, o presidente defendeu o projeto e disse que Flávio é contra. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a votação da proposta mostrará "quem é quem" na política.

Do outro lado, a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), cria um regime alternativo de pagamento por hora trabalhada. Flávio, embora não seja o autor, foi um dos 40 senadores que assinaram a proposta. Os apoiadores a chamam de "PEC da liberdade" ou "PEC do horário flexível"; os críticos, incluindo a deputada reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), chamam a mesma proposta de "PEC da escravidão" ou "escala 7x0", por argumentarem que ela abre caminho para jornadas sem nenhum dia de descanso garantido.

O plano de governo de Flávio registrado no TSE não cita a escala 6x1 nem a PEC 12/2026 nominalmente. No capítulo "Trabalho que compensa", o senador propõe "jornada flexível" e "liberdade a quem trabalha", defendendo o princípio do "negociado sobre o legislado". A PEC cria um regime paralelo à CLT: trabalhador e empregador poderiam optar pelo contrato tradicional ou por um modelo em que a remuneração e os benefícios garantidos por lei, como 13º salário, férias e FGTS, são calculados proporcionalmente às horas efetivamente trabalhadas, sem um teto semanal fixo. Flávio tem se recusado a dizer se votará contra ou a favor do fim da escala 6x1 e chama a proposta rival de "oportunista".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Motta ignora força da direita eleita na Câmara e elogia apenas aumento da bancada feminina Presidente da Câmara dos Deputados centrou elogios às 109 deputadas eleitas, aumento de 21,1% em relação à… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael