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O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre o Bolsa Família

Por Celso Rafael
Atualizado em 08/10/2026 às 14:35 schedule 4 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Bolsa Família, criado em 2003 no primeiro governo Lula (PT) a partir da unificação de programas como Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio Gás e Cartão Alimentação, chega à disputa presidencial de 2026 como um dos principais temas de campanha. Atualmente, 19,28 milhões de beneficiários recebem o programa, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O benefício mínimo está em R$ 691, após reajuste de 15,04% anunciado em setembro, cerca de duas semanas antes do primeiro turno.

Lula trata o Bolsa Família como uma de suas principais políticas de combate à fome e à pobreza. Em entrevista à Rádio Itatiaia em 17 de setembro, afirmou que pretende manter o programa enquanto houver quem precise da transferência de renda: "Vamos continuar mantendo o Bolsa Família, sonhando que, um dia, não se precise mais." Em 30 de setembro, em entrevista a influenciadores exibida no YouTube, reforçou que o objetivo de longo prazo não é a dependência permanente: "Eu não quero um país em que as pessoas dependam de um Bolsa Família. Quero um país em que as pessoas tenham um bom emprego de qualidade." No plano de governo para 2026, promete "manter, aperfeiçoar e ampliar" as políticas de proteção social e transferência de renda, sem estabelecer novo valor para o benefício, com destaque para benefícios destinados a crianças e adolescentes.

Flávio Bolsonaro (PL) também defende a manutenção do programa, mas concentra suas propostas em qualificação e inserção no mercado de trabalho. Já foi crítico de programas de transferência de renda — em 2011 chamou de "bolsa-farelo" uma iniciativa semelhante no Rio de Janeiro —, mas, segundo levantamento da AP Exata Inteligência a partir de publicações do parlamentar no X, suas manifestações passaram a ser mais favoráveis após a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2019. Em fevereiro, afirmou que "programas como o Bolsa Família serão mantidos enquanto as pessoas precisarem do Estado". Em junho, chamou o programa de "direito adquirido" e defendeu mudanças para que quem aumenta a renda não tenha medo de perder imediatamente o benefício.

Flávio rebateu a crítica de que beneficiários não querem trabalhar, dizendo que quase 70% dos que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não migram para a formalidade por medo de perder o benefício. Criticou o reajuste anunciado por Lula, chamando o aumento de "migalha" e "miséria", mas afirmou que manteria o novo valor se eleito. Em seu plano de governo, não cita nominalmente o Bolsa Família, mas promete manter os programas sociais existentes, "com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes".

Os beneficiários do programa formam um dos grupos em que Lula tem maior vantagem sobre Flávio nas pesquisas. Levantamento da Quaest divulgado em 28 de setembro indicava o petista como preferência de 59% dos beneficiários, contra 27% de Flávio no segundo turno. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, 2,07 milhões de famílias deixaram de receber o Bolsa Família entre janeiro e outubro de 2025 após aumento de renda — 1,32 milhão por aumento dos ganhos do domicílio e 726,8 mil por conclusão do período previsto pela Regra de Proteção. Um estudo da FGV apontou que beneficiários ocuparam 4,58 milhões de vagas formais líquidas entre janeiro de 2023 e julho de 2026.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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