O “ouro da Amazônia” que é considerado a maior fonte de vitamina C da natureza
Nativo da Amazônia, o camu-camu é apontado como o fruto com maior teor de vitamina C do mundo. A cada 100 gramas, concentra 2.606 miligramas do nutriente, índice superior ao da maioria das plantas cultivadas. Também conhecido como caçari ou araçá-d’água, o fruto é estudado há 15 anos pelo pesquisador Jaime Paiva Lopes Aguiar, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Segundo ele, a concentração supera a de frutas conhecidas: “O camu-camu tem vitamina C três vezes mais que a acerola, 20 vezes mais do que a laranja e 30 vezes mais do que o limão”. O pesquisador destaca ainda a presença de antioxidantes, associados à prevenção de doenças cardiovasculares e ao retardamento do envelhecimento.
A espécie cresce naturalmente às margens de rios e lagos, sobretudo em águas pretas, e suporta ficar submersa por quatro a cinco meses. Também se adapta ao cultivo em terra firme, onde a floração ocorre praticamente o ano todo. A acidez elevada dificulta o consumo in natura, mas favorece o uso em sucos, sorvetes, geleias, doces e licores. A produtividade estimada chega a dez toneladas por hectare ao ano, com a primeira colheita cerca de três anos após o plantio.
Apesar do valor nutricional, o fruto ainda tem uso limitado entre os moradores da Amazônia, onde em algumas comunidades é consumido como tira-gosto ou usado como isca para peixes. No mercado, o quilo é vendido entre R$ 100 e R$ 130 na Ceasa do Paraná e na Ceagesp, onde aparece também sob o nome de caçari. “Nas feiras de Manaus e em alguns municípios do Amazonas o quilo é encontrado por R$ 10”, diz Aguiar. A transformação em polpa congelada é apontada como alternativa para levar o produto a mercados distantes.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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