O ouro azul das colmeias brasileiras que atrai olhares do mundo inteiro
Produzida pela abelha mandaçaia (Melipona quadrifasciata), espécie nativa brasileira sem ferrão, a própolis azul tem atraído a atenção de pesquisadores e consumidores por suas características únicas. Foi a primeira própolis dessa categoria a receber registro e aprovação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com produto originário do litoral de Santa Catarina.
Pesquisa do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontou que a própolis azul tem alto potencial para uso na indústria farmacêutica, com atividade antibacteriana superior à das própolis verde e vermelha. Segundo o coordenador do estudo, Renato Rau, o produto apresenta características medicinais que podem contribuir com ações antimicrobianas, anti-inflamatórias, antiparasitárias, antivirais e antitumorais. A equipe agora busca identificar as moléculas responsáveis por essas propriedades para estabelecer a assinatura química do produto e iniciar testes farmacológicos.
A nutricionista Sabrina Sena ressalta que as pesquisas específicas sobre a própolis azul ainda estão em desenvolvimento e que o produto deve ser considerado um alimento funcional, não um medicamento. Ela orienta que a quantidade ideal seja definida por profissional habilitado e que os consumidores escolham produtos com procedência conhecida e registro, já que derivados das abelhas estão entre os alimentos com maior risco de adulteração.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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