O estado com a maior discrepância entre pesquisas eleitorais
A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, as pesquisas mais recentes para o governo do Paraná apresentam cenários bastante discrepantes entre si, o que dificulta a montagem de um retrato consolidado das intenções de voto do eleitorado paranaense.
O ponto em comum entre os levantamentos é a liderança de Sergio Moro (PL) na corrida ao Palácio Iguaçu. O que varia é quem aparece em segundo lugar — Requião Filho (PDT) ou Sandro Alex (PSD) — e a vantagem do senador sobre os adversários. Nos cenários estimulados de primeiro turno, as intenções de voto em Moro oscilam de 35%, na Real Time Big Data, a 48,7%, na Neokemp, uma diferença de 13,7 pontos percentuais. A vantagem sobre o segundo colocado varia de 8 a 22,8 pontos, e há levantamento que indica vitória do senador já no primeiro turno.
Os institutos divergem também sobre quem ocupa a segunda posição. A Quaest aponta empate entre os candidatos do PDT e do PSD, ambos com 20%, enquanto Moro aparece com 36%. A Neokemp coloca Requião Filho em segundo, com 25,9%, contra 20,8% de Sandro Alex e 48,7% de Moro. Já a IRG Pesquisas e a Real Time Big Data mostram Sandro Alex na vice-liderança: na IRG, ele tem 27,8%, contra 21,3% de Requião Filho e 39,7% de Moro; na Real Time Big Data, são 27% para Sandro Alex, 22% para Requião Filho e 35% para Moro.
Nas simulações de segundo turno, a discrepância persiste. Pela Quaest, Moro venceria tanto Requião Filho quanto Sandro Alex com pelo menos 14 pontos percentuais de vantagem. Nas pesquisas IRG e Real Time Big Data, o senador também superaria o candidato do PDT com folga de ao menos 22 pontos, mas contra Sandro Alex os dois institutos apontam empate técnico dentro da margem de erro, apesar da liderança numérica de Moro. A Neokemp não simulou cenários de segundo turno.
As pesquisas no Paraná vêm sendo alvo de ações das campanhas desde a pré-campanha. As quatro divulgadas nesta semana precisaram ser analisadas e liberadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A campanha de Moro pediu a suspensão dos levantamentos da IRG e da Real Time Big Data — no primeiro caso, o pedido foi negado; no segundo, o TRE-PR chegou a deferir a suspensão, mas uma decisão posterior reverteu o entendimento e liberou a pesquisa. A coligação de Sandro Alex entrou com liminares para proibir a divulgação das pesquisas da Quaest e da Neokemp, ambas indeferidas. No caso da Quaest, o tribunal chegou a pedir mais informações ao instituto, que respondeu e teve o levantamento liberado.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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