O Brasil precisa de estadistas, não de incendiários
As eleições gerais de 4 de outubro, segundo o colunista Carlos Alberto Di Franco, deram um recado claro: o pêndulo político moveu-se na direção conservadora, movimento ao qual contribuiu a politização do Supremo Tribunal Federal. Em sua avaliação, o governo de estilo personalista e populista pagou o preço do desgaste e não formou um sucessor.
Para o colunista, o país está cansado da gritaria. A polarização estéril consumiu energias, dividiu famílias, rompeu amizades e sequestrou a agenda nacional, enquanto o cidadão trabalha, paga impostos e espera respostas que não chegam. Ele defende que conciliação, tolerância e perdão fazem parte da tradição brasileira, e cita como exemplo o apoio de Juscelino Kubitschek à anistia de militares que se rebelaram contra seu governo.
Di Franco sustenta que pacificar exige respeito à lei e compromisso com a verdade, e que excessos de autoridades precisam ser apurados e punidos, mas alerta que não há futuro quando a revanche vira programa de governo. Ele critica o Estado sufocado por despesas, ineficiência e privilégios, e afirma que aumentar impostos para sustentar uma máquina cara é insanidade. O Brasil, escreve, precisa de responsabilidade fiscal, reformas, estabilidade e paz — e de estadistas, não de incendiários.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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