Número de padres católicos volta a crescer após 5 anos de estagnação
O número de padres católicos em todo o mundo voltou a crescer após cinco anos de estagnação, segundo estatísticas divulgadas pela agência vaticana Fides antes do 100º Domingo Mundial das Missões, celebrado em 18 de outubro. Conforme o relatório, o total de sacerdotes passou de 406.996 para 407.421, um aumento de 425 em relação ao ano anterior. Os dados são do Anuário Estatístico da Igreja e estão atualizados até 31 de dezembro de 2024.
A África registrou o maior crescimento, com 1.676 padres a mais, seguida pela Ásia, com 1.065. As Américas também reverteram a tendência de queda do ano anterior e somaram 199 sacerdotes. Na direção oposta, a Europa perdeu 2.483 padres ao longo do ano, enquanto a Oceania teve diminuição de 32.
O aumento geral é atribuído ao crescimento do número de padres diocesanos, que chegou a 279.238, alta de 496 em comparação à contagem anterior. Já os padres de ordens religiosas caíram 71, ficando em 128.183. Apesar do avanço no total de sacerdotes, a relação de católicos por padre também subiu, atingindo 3.491 — 38 a mais que no ano anterior. O número médio de habitantes por padre chegou a 16.104.
As estatísticas indicam ainda que a população católica global alcançou 1.422.144.000 em 30 de junho de 2024, aumento de 16,69 milhões sobre o ano anterior. Com base nesses números, os católicos representam 17,8% da população mundial. A África teve o maior crescimento absoluto de fiéis, com 7,58 milhões a mais, seguida pelas Américas, com quase 7 milhões. A Ásia somou 968 mil, a Europa 911 mil e a Oceania 239 mil.
Embora o número de padres esteja aumentando, o de seminaristas diminui. Os seminaristas maiores ficaram em 103.604 no mundo, queda de 2.891. A África foi o único continente a registrar crescimento, com 786 a mais, enquanto a Ásia teve declínio de 2.733, a Europa de 701, as Américas de 227 e a Oceania de 16. Os seminaristas menores caíram para 94.041, 980 a menos, com a África revertendo a tendência anterior ao adicionar 132 e a Oceania somando 20, enquanto a Europa perdeu 872, a Ásia 182 e as Américas 78.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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