Mísseis de rebeldes iemenitas paralisam novamente aeroporto e expõem fragilidades sauditas
Pela terceira vez em uma semana, mísseis e drones dos rebeldes houthis atingiram o principal aeroporto de Riad, na Arábia Saudita, no sábado (10). O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid deixou ao menos 12 mortos e 309 feridos, segundo fontes médicas e diplomáticas consultadas pela Reuters, e paralisou temporariamente as operações do terminal. A explosão ocorreu por volta das 15h, no horário local, provocando pânico e evacuação de passageiros.
A ofensiva também atingiu o aeroporto de Abha, no sul do reino, e forçou o cancelamento e o desvio de voos internacionais. Kuwait Airways, Lufthansa, Air India, FlyDubai e Pakistan International Airlines interromperam suas linhas para o país, enquanto embaixadas de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha e Canadá orientaram seus cidadãos a evitar a região. O preço do Brent subiu mais de 5% após os primeiros ataques.
Há divergência entre as informações de fontes diplomáticas e os comunicados oficiais sauditas sobre o número de vítimas. A Autoridade Geral de Aviação Civil do país listou as nacionalidades das vítimas fatais, enquanto o governo confirmou o bombardeio e informou que vários feridos recebiam atendimento. A repetição dos ataques expõe o custo da guerra no Iêmen e as fragilidades do plano econômico saudita, que suspendeu eventos culturais e enfrenta pressão sobre sua principal conferência financeira.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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