Ministro da Segurança de Bukele diz o que o Brasil pode aprender com El Salvador
O ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, afirmou que a queda dos índices de homicídio no país não foi resultado de mudanças na polícia ou no Exército, mas de uma decisão política do presidente Nayib Bukele de enfrentar as organizações criminosas. Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, ele defendeu que qualquer país pode derrotar essas estruturas se a liderança nacional estiver comprometida com o propósito, em vez de se associar a elas.
Segundo dados oficiais citados na entrevista, El Salvador passou de taxas superiores a 100 homicídios por 100 mil habitantes em 2015 para cerca de 1,9 em 2024 e 1,3 em 2025. Villatoro descreveu o cenário anterior como um "Estado criminoso paralelo" que detinha o monopólio do homicídio e impunha territórios, extorsões e fronteiras invisíveis aos moradores. Na avaliação dele, a resposta foi enfrentar essa estrutura.
O ministro sustenta que a redução dos crimes de forma geral foi consequência lógica desse enfrentamento. Ele afirma que o país hoje enfrenta apenas a delinquência comum, sem a presença de gangues ou organizações criminosas que antes controlavam áreas do território. Villatoro também mencionou críticas e pressões externas recebidas durante o processo, incluindo o que descreveu como tentativa de bloqueio por parte do governo dos Estados Unidos, e atribuiu a resistência à atuação do presidente Bukele.
Sobre o Brasil, Villatoro evitou indicar preferência eleitoral, mas destacou a importância estratégica da relação bilateral entre os dois países. A entrevista foi conduzida por Rafael Fontana, especial para a Gazeta do Povo.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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