Mexilhão-dourado avança pelo Rio São Francisco e coloca hidrelétricas em risco
Pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros identificaram uma nova expansão do mexilhão-dourado no Rio São Francisco, em Minas Gerais. O molusco invasor foi registrado em São Francisco e São Romão, cerca de mil quilômetros acima da área onde era anteriormente conhecido.
Originário da Ásia, o mexilhão-dourado chegou à América do Sul pela água de lastro de navios cargueiros. Sem predadores naturais no Brasil, reproduz-se de forma rápida e descontrolada. A principal suspeita para a dispersão a longas distâncias é o transporte passivo por embarcações: as larvas são microscópicas e podem ser levadas na água acumulada em barcos ou em baldes de iscas vivas, enquanto os adultos se fixam com força em cascos, redes e equipamentos de pesca.
Quando formam colônias densas em estruturas submersas, os mexilhões podem obstruir tubulações de captação e sistemas de tomada de água em usinas hidrelétricas, forçando interrupções para limpeza e elevando custos de manutenção. O acúmulo também prejudica sistemas de irrigação, o abastecimento de água, a navegação comercial e a pesca. Segundo o Ibama, a erradicação é inviável depois que a espécie se estabelece, o que torna a prevenção o foco principal — com limpeza rigorosa de embarcações e equipamentos antes de transferi-los entre bacias hidrográficas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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