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Martinelli: a guerra nunca trará soluções, é preciso paciência

Atualizado em 24/08/2026 às 21:20 schedule 3 min de leitura visibility 20 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Martinelli: a guerra nunca trará soluções, é preciso paciência

Martinelli: a guerra nunca trará soluções, é preciso paciência

O Vigário apostólico da Arábia do Sul, dom Paolo Martinelli, afirmou que "as armas nunca levarão a soluções" e defendeu a "paciência do diálogo" como único caminho para a paz. A declaração foi feita em entrevista à mídia vaticana, a partir do estúdio montado no Meeting de Rimini, na Itália.

Bispo capuchinho, Martinelli está à frente do vicariato desde 2022, que abrange três países da Península Arábica: Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen. Segundo ele, os cristãos nesses territórios somam mais de um milhão de pessoas. O religioso relatou como a vida dessa comunidade mudou após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. "Os últimos meses representaram uma experiência complexa que nos colocou à prova, mas o povo cristão, nossos fiéis, deram um grande testemunho de fidelidade à Igreja", disse.

Martinelli contou que, desde o primeiro dia dos ataques, escreveu uma carta aos fiéis convidando-os a rezar juntos, ajudar os que estavam em dificuldades e seguir as orientações das autoridades locais. "Multiplicamos as missas para que o maior número possível de pessoas pudesse participar, com o mínimo de aglomeração. As pessoas deram um grande exemplo de fidelidade, de oração e de ajuda mútua", acrescentou.

No contexto de países de maioria muçulmana e com leis que proíbem o anúncio público do Evangelho, o vigário destacou que "ninguém pode nos impedir de viver nossa fé" e de dar testemunho da alegria do Evangelho na vida cotidiana, inclusive por meio do diálogo.

O bispo também comentou as palavras do Papa Leão XIV no Meeting, que abordou temas fundamentais da vida cristã, como o amor à Igreja e a busca pela unidade. "Para nós, que somos uma Igreja com tantos componentes diferentes, tantas culturas, línguas e ritos diferentes, foi importante ouvir esse apelo à fonte original da comunhão", afirmou. Sobre o apelo do Papa para desarmar palavras, mentes e nações, Martinelli disse que a paz desarmada e desarmante é "absolutamente decisiva" e que "o único caminho é o da promoção da paz e da paciência do diálogo mútuo".

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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