Manifestações de rua podem mudar os rumos do segundo turno?
As manifestações de rua realizadas no domingo (11/10) podem influenciar o segundo turno da eleição presidencial, mas especialistas divergem sobre o alcance desse efeito. Para a diretora do Instituto Brasil da King's College London, Andreza Aruska, os atos "podem mudar as eleições, sim, pensando principalmente na abstenção e nos indecisos", ao informar, animar e reforçar o sentido de urgência da participação individual.
O professor Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, lembra que a campanha de Lula foi criticada ao fim do primeiro turno pela falta de mobilização da base, e o ato de domingo teve forte presença de fandoms e apoio de ídolos da geração Z. Já a professora Maria do Socorro Braga, da UFSCar, avalia que ruas cheias podem reduzir a abstenção — que no primeiro turno chegou a 33,4 milhões de pessoas (21,08% do eleitorado) — e os votos brancos e nulos, que somaram 4,77%. Os especialistas concordam que é difícil as manifestações virarem votos, mas divergem sobre o efeito dos atos na abstenção.
Nas redes sociais, levantamento da BBC News Brasil com dados do Social Blade mostrou que, entre o primeiro turno (4/10) e terça-feira (13/10), Lula ganhou 8,18% de seguidores no Instagram, passando de 15,8 para 17,1 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu 9,36%, de 12,7 para 13,9 milhões. Em recorte entre sábado (10/10) e segunda-feira (12/10), porém, o presidente teve altas superiores às do senador na maior parte das redes.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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