Lula endurece discurso sobre bets; Flávio critica regulamentação atual, mas defende aposta esportiva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou nesta semana que o Brasil "não vai tolerar" o modelo de negócios das bets, que, segundo ele, transforma o vício em lucro e contribui para o endividamento das famílias. O governo avalia editar uma medida provisória para proibir bets e cassinos online, como o jogo do tigrinho, conforme notícias divulgadas pela imprensa brasileira nas últimas 24 horas.
A posição representa um endurecimento em relação ao início de seu governo. Em 2023, o Executivo enviou ao Congresso proposta para regulamentar as apostas de quota fixa, já autorizadas por lei de 2018, no governo Michel Temer. Lula sancionou a Lei 14.790 no fim daquele ano, criando requisitos de licença, tributação e regras contra lavagem de dinheiro e manipulação de resultados. Em outubro de 2024, disse que o governo "optou pela regulação" e que, se ela não desse conta, "eu acabo". Desde então, o discurso evoluiu: em maio de 2026 afirmou que "proibiria todas", e na campanha passou a chamar a jogatina online de "vício" e "doença".
O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente, critica a lei sancionada por Lula em dezembro de 2023 e reforça que votou contra o projeto de regulamentação. Ele afirma ser contrário a jogos em geral, mas considera que apostas em partidas reais de futebol, vôlei ou tênis podem ser controladas. "O cassino online tem que acabar", disse em transmissão ao lado de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.
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