Lula e Flávio fazem primeiro debate das eleições na TV Band
Os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) do primeiro debate das eleições, promovido pela TV Bandeirantes. O encontro foi marcado por provocações mútuas e, em alguns momentos, pela necessidade de intervenção dos mediadores.
No segundo bloco, as propostas ganharam espaço. Questionado sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Flávio disse que indicaria o médico Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, para o Ministério da Saúde, com a proposta de instituir um "padrão Einstein no SUS". Lula afirmou que o adversário nunca utilizou um serviço público de saúde e questionou se ele pretende privatizar o sistema. O presidente também criticou a condução da pandemia, citando os mais de 716 mil mortos e o atraso na compra de vacinas. Flávio foi interrompido pela jornalista Adriana Araújo, uma das mediadoras ao lado de Eduardo Oinegue, e defendeu o governo do pai: "O Bolsonaro deu o seu melhor".
Na segurança pública, Flávio defendeu classificar facções criminosas como narcoterroristas e prometeu construir 500 mil vagas no sistema penitenciário. Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública para definir os papéis de municípios, estados e União. Sobre as saídas temporárias de presos, o presidente defendeu a manutenção do benefício para quem tem bom comportamento, mas disse que condenados por estupro, violência contra mulheres e crimes graves não deveriam recebê-lo. Ainda no debate, Flávio afirmou ter votado a favor do fim da escala 6x1 após ouvir trabalhadores, e Lula rebateu dizendo que o adversário "nunca trabalhou".
No terceiro bloco, Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico de ambos e de seus familiares antes das eleições. Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou expressamente que aceitaria a proposta. O presidente também questionou a relação do adversário com os Estados Unidos e levantou preocupações sobre a soberania brasileira na exploração de minerais críticos. Ao final, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo foi acionado para investigar suspeita de bomba em um carro no estacionamento da emissora, que pertenceria à equipe de Flávio. Após varredura, nada foi encontrado e o local foi liberado.
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