Lindbergh pede ao STF que Flávio, Eduardo e PL paguem por prejuízos do tarifaço
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte investigue a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na imposição das tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. O parlamentar pede que os três sejam responsabilizados por eventuais prejuízos ao país decorrentes do chamado "tarifaço" americano.
Na representação, Lindbergh argumenta que as declarações e articulações dos envolvidos teriam influenciado a decisão do governo dos Estados Unidos de elevar as tarifas sobre produtos brasileiros. O senador defende que o STF apure se houve atuação indevida de agentes públicos e de dirigente partidário em detrimento dos interesses nacionais, com impacto direto na economia e nas relações diplomáticas bilaterais.
O pedido foi protocolado em meio à escalada da disputa comercial entre os dois países, que afetou setores como o agronegócio e a indústria. A medida, anunciada pela administração americana, elevou as alíquotas de importação para diversos itens brasileiros, gerando reação de parlamentares e entidades de classe. Até o momento, não há manifestação oficial do STF sobre o caso, e os citados ainda não se pronunciaram publicamente sobre a representação.
Lindbergh também solicita que a Corte determine medidas para reparar os danos causados, caso seja comprovada a participação dos investigados na articulação das tarifas. A ação ocorre em um momento de tensão política, com o Congresso debatendo respostas à política comercial externa dos Estados Unidos. Os desdobramentos do pedido dependem da análise do relator designado no STF, que poderá arquivar a representação, pedir mais informações ou abrir inquérito para aprofundar as investigações.
Em nota distribuída à imprensa, a assessoria do senador afirmou que a representação se baseia em "dados públicos consolidados" sobre as tratativas comerciais e em declarações amplamente divulgadas pelos próprios citados, sem apresentar documentos sigilosos ou interceptações.
Procurados, os gabinetes de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro não responderam aos pedidos de posicionamento até a conclusão deste texto. Valdemar Costa Neto, por meio de sua defesa, limitou-se a informar que "não teve acesso integral aos autos" e que se manifestará somente após a notificação oficial do STF.
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