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Líder do PT no Senado contraria governo e protocola emenda para reduzir maioridade penal

Por Celso Rafael
Atualizado em 15/10/2026 às 21:50 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O líder do PT no Senado, senador Camilo Santana (PT-CE), protocolou nesta quinta-feira (15) uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos. A iniciativa contraria a orientação do governo Lula e provocou divergências entre integrantes da base governista, que defendem a aprovação do texto sem alterações para evitar atrasos na tramitação.

A proposta de Camilo busca apresentar uma alternativa à emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e aliado do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Marinho propõe mudanças mais amplas nas regras da maioridade penal, incluindo a possibilidade de responsabilização penal de adolescentes a partir dos 14 anos em situações específicas, como crimes hediondos e outros delitos graves.

A apresentação da emenda de Camilo expôs divergências dentro do próprio PT sobre a redução da maioridade penal. Embora o senador tenha protocolado a proposta, parte da bancada petista se opõe à mudança. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), confirmou a resistência interna à iniciativa. "O Camilo apresentou uma emenda nesse sentido. (Mas) a bancada do PT está contra essa emenda do Camilo", afirmou.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também defendeu a aprovação da PEC sem alterações. Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (15), ela afirmou que o entendimento para votar o texto sem emendas já estava estabelecido antes da iniciativa de Camilo. "O acordo para que a PEC fosse aprovada, e será, sem emendas, precede a apresentação da emenda do senador Camilo Santana", declarou Leitão.

Lula orientou aliados a rejeitar mudanças na PEC da Segurança Pública para evitar que a proposta retorne à Câmara dos Deputados. O relator no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), conduz a análise do texto, que o governo pretende aprovar sem modificações de mérito. A alteração da proposta exigiria nova votação pelos deputados e poderia atrasar a conclusão da tramitação. O governo quer concluir o processo antes do segundo turno da eleição presidencial e associar a aprovação da PEC à criação do Ministério da Segurança Pública.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece, no artigo 228, que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e ficam sujeitos à legislação especial, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A PEC da Segurança Pública deve ser votada pelo plenário do Senado. Caso os senadores aprovem mudanças no texto enviado pela Câmara dos Deputados, a proposta precisará retornar à Casa para nova análise.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Aposta de Lula na PEC 6×1 esbarra na rejeição ao governo e na resistência da Classe C PEC 6x1 não será capaz, por si só, de promover virada de Lula durante o segundo turno das Eleições 2026. Continuar leitura arrow_forward

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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