Juíza que foi 'prisioneira pessoal de Hugo Chávez' por quase 10 anos é libertada na Venezuela
A Justiça da Venezuela encerrou definitivamente o processo contra a juíza María Lourdes Afiuni, que ficou presa por quase uma década durante o governo do ex-presidente Hugo Chávez. A informação foi divulgada pela família da magistrada, que classificou o caso como um "longo e doloroso capítulo marcado por graves violações dos direitos humanos e do devido processo legal".
Afiuni foi presa em dezembro de 2009, após ordenar a soltura sob fiança do banqueiro Eligio Cedeño. Na ocasião, Chávez exigiu que ela fosse condenada a até 30 anos de prisão, o que a tornou conhecida como "prisioneira pessoal de Chávez". A juíza, que chegou a ser condenada por "corrupção espiritual" — acusação que denunciou como um "crime fabricado" —, relatou ter sofrido tortura e estupro durante o período em que esteve detida, o que, segundo ela, causou ou agravou seus problemas de saúde.
Um dia antes do anúncio da decisão, o irmão da magistrada havia exigido sua libertação imediata devido ao agravamento de seu estado de saúde. Exames médicos revelaram "três lesões tumorais localizadas em diferentes partes do corpo que exigem atenção médica imediata para evitar danos irreparáveis à sua saúde", informou a família.
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