Juíza da Argentina ordena preservação de vídeos da passagem de Flávio pelo país
A juíza federal María Eugenia Capuchetti determinou que órgãos públicos da Argentina preservem as imagens de câmeras de segurança que registraram a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo país. A decisão atende a uma denúncia apresentada pela esquerda argentina, que busca apurar se o governo de Javier Milei colaborou de forma irregular para facilitar a ida do parlamentar brasileiro aos Estados Unidos.
A ordem abrange especificamente os vídeos do aeroporto de Puerto Iguazú e da Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga a cidade argentina a Foz do Iguaçu. A medida tem caráter preventivo e servirá para que a promotoria avalie se há elementos suficientes para instaurar uma investigação criminal formal sobre o episódio. O objetivo é esclarecer se houve operação irregular ou auxílio oficial de funcionários do governo Milei para que Flávio Bolsonaro e sua família cruzassem a fronteira e seguissem rumo aos Estados Unidos.
A denúncia foi protocolada por Gabriel Solano, dirigente de um partido de esquerda. Ele acusa o presidente argentino de possível favorecimento pessoal, abuso de autoridade e uso indevido de recursos do Estado. Solano sustenta que o governo argentino deveria estar ciente da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibia o senador de deixar o Brasil e ordenava a retenção de seus passaportes. O denunciante questiona se a estrutura estatal foi usada deliberadamente para ignorar essas restrições e garantir que a viagem ocorresse sem impedimentos.
Flávio Bolsonaro chegou a Miami na manhã de quarta-feira, após uma escala no Equador. Segundo informações reveladas pelo jornal The New York Times, o presidente Donald Trump interveio pessoalmente para garantir uma autorização migratória especial, conhecida como "parole", permitindo a entrada da família Bolsonaro em solo americano. Um integrante da Casa Branca também teria participado da logística, ajudando a providenciar o jato particular usado no trajeto.
O senador afirma ser vítima de perseguição política no Brasil e enviou uma carta agradecendo publicamente o apoio de Trump e de Milei.
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