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Jordânia, Twal: cidadania compartilhada é antídoto contra o terrorismo e as divisões

Por Celso Rafael
Atualizado em 03/11/2026 às 19:50 schedule 3 min de leitura visibility 12 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Em carta aberta publicada no site oficial do Patriarcado Latino de Jerusalém, dom Iyad Twal, vigário patriarcal para a Jordânia e bispo auxiliar, afirmou que a cidadania compartilhada é o principal antídoto contra o terrorismo e as divisões. A mensagem foi divulgada poucos dias após o atentado à Igreja greco-ortodoxa de São Jorge, no vilarejo de Hamoud, província de Karak, no sul do país.

Na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, três homens armados abriram fogo contra mais de duzentos fiéis reunidos no templo para uma cerimônia fúnebre. O ataque deixou nove mortos e cerca de 40 feridos. As forças de segurança realizaram uma ampla operação e capturaram os terroristas. O Papa Leão XIV manifestou proximidade às vítimas durante o Angelus de 25 de outubro.

“A dor provocada por esse ataque não foi nem cristã nem muçulmana. Foi jordaniana”, escreveu dom Twal. Segundo o prelado, jordanianos de todas as origens e crenças se aproximaram uns dos outros com compaixão e solidariedade. Ele destacou a resposta imediata do rei Abdullah, das instituições estatais e dos líderes religiosos de todo o país, que rejeitaram unanimemente o atentado. “Sentimos o apoio de concidadãos que compreenderam que um ataque contra qualquer membro da sociedade fere toda a nação”, afirmou.

Para o bispo, a convivência no país não se resume a leis e declarações oficiais. “Ela precisa ser vivida”, disse, citando as amizades entre famílias, as salas de aula onde crianças cristãs e muçulmanas crescem juntas e os locais de trabalho onde colegas compartilham responsabilidades. Ele também rejeitou a ideia de uma minoria cristã isolada: “Somos parte da história da Jordânia, de seu presente e de seu futuro. Quando a Jordânia se alegra, nós nos alegramos. Quando a Jordânia sofre, nós sofremos”.

Dom Twal reconheceu que o país enfrenta desafios econômicos, pressão migratória e instabilidade geopolítica regional, e que cristãos às vezes se preocupam com sua representação na vida pública, a igualdade de oportunidades, a emigração e a preservação de seu patrimônio. “Uma cidadania compartilhada genuína não se constrói fingindo que as dificuldades não existem. Ela cresce quando as enfrentamos juntos, com respeito mútuo e um senso compartilhado de responsabilidade”, escreveu. O prelado encerrou a mensagem manifestando esperança na resiliência dos jordanianos, que, segundo ele, continuam escolhendo o respeito em vez do ódio, a solidariedade em vez da desconfiança e a unidade nacional em vez do sectarismo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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