Irã condena cantora a quatro anos de prisão por se apresentar diante de homens
O regime do Irã condenou a cantora Hiva Seyfizadeh a quatro anos de prisão sob a acusação de “incitação à corrupção e à prostituição”. A pena foi aplicada após a artista se apresentar em um evento em Teerã diante de uma plateia que incluía homens.
A apresentação ocorreu em 27 de fevereiro de 2025, no centro cultural Emarat Rooberoo, na capital iraniana. De acordo com o site IranWire, forças de segurança entraram no local durante o concerto, interromperam a apresentação e detiveram a cantora.
A sentença é preliminar, e a artista decidiu recorrer da condenação. Seyfizadeh pediu que o caso seja analisado de forma independente por um tribunal de apelação. Ela afirmou que ficou poucos minutos no palco no dia do evento e que apenas cantou versos do poeta persa Saadi de Xiraz. Após a condenação, a cantora questionou como a apresentação poderia ser considerada incentivo à “corrupção e prostituição”.
No Irã, mulheres são proibidas de cantar sozinhas diante de plateias com homens. As artistas também estão sujeitas às regras impostas pelo regime sobre o uso obrigatório do hijab, o véu islâmico.
A prisão de Seyfizadeh ocorre em meio a uma série de casos envolvendo cantoras que desafiaram as restrições impostas às mulheres no país. Um dos episódios mais recentes envolve a prisão da também cantora Parastoo Ahmadi, alvo de um processo por uma apresentação online.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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