IA pode acabar com a humanidade? Como as máquinas poderiam levar ao apocalipse
O debate sobre o risco de a inteligência artificial levar a humanidade à extinção deixou de ser tema restrito à ficção científica e passou a ocupar a agenda pública nos últimos meses. Pesquisadores de grandes empresas do setor fizeram alertas sobre o ritmo de evolução da tecnologia, e executivos dessas companhias passaram a defender uma desaceleração desse avanço.
Entre as vozes que tratam o cenário como ameaça real está Nate Soares, coautor do livro Se Alguém Criar, Todos Morrem. Segundo ele, as empresas não sabem exatamente como as máquinas estão se desenvolvendo. Soares é identificado como integrante da corrente apocalíptica conhecida como "doomers".
O discurso dessa corrente, no entanto, não é consenso. A autora Karen Hao, do livro O Império da IA, afirma que há exagero nessa narrativa e que ela desvia a atenção das ações dos próprios humanos por trás da política de desenvolvimento da inteligência artificial.
Já o especialista Ronaldo Lemos observa que a inteligência artificial está cada vez mais presente no cotidiano do mundo e de forma interconectada, o que faz com que essa ameaça não possa ser desprezada.
O repórter da BBC News Brasil Shin Suzuki explica, em vídeo, por que o debate se tornou uma preocupação concreta em escala global.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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