'I Will Always Love You': a história da música escrita por Dolly Parton e transformada em 'hino do amor' por Whitney Houston
Música que virou hino do amor nasceu de uma despedida profissional
Em 1973, um lampejo de inspiração levou Dolly Parton a escrever dois clássicos na mesma tarde: primeiro Jolene e, em seguida, I Will Always Love You. A canção, lançada originalmente em 1974, nasceu como uma despedida. Na época, a cantora queria seguir carreira solo e precisava comunicar a decisão a Porter Wagoner, o parceiro que a havia contratado para sua gravadora e lhe dado a grande oportunidade na música country.
Parton, que morreu nesta terça-feira, 25 de agosto, aos 80 anos, em Nashville, contou em entrevistas que escreveu a música como uma forma de expressar gratidão e, ao mesmo tempo, firmeza. Ao cantar a canção para Wagoner, ele teria dito que era a melhor música que ela já havia escrito e concordou em deixá-la partir. A letra, segundo críticos, combina delicadeza e intensidade ao anunciar o fim de um relacionamento enquanto declara um vínculo emocional duradouro.
Um ano depois, a música já havia alcançado o primeiro lugar nas paradas country dos Estados Unidos. Foi então que Elvis Presley demonstrou interesse em gravá-la. No entanto, o empresário do cantor exigiu que Parton cedesse metade dos direitos autorais. Ela recusou, mesmo tendo chorado a noite toda por causa da decisão.
A versão que transformou a canção em um fenômeno mundial veio em 1992, com Whitney Houston, na trilha sonora do filme O Guarda-Costas. O produtor David Foster reformulou a música para destacar a potência vocal de Houston. A própria Whitney declarou à imprensa que considerava Parton uma compositora extraordinária e que estava preocupada com a reação da autora à sua interpretação. Parton, por sua vez, disse ter ficado maravilhada com a gravação.
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