Governo Trump reforça guerra ideológica contra extremismo de esquerda
O governo de Donald Trump lançou uma ofensiva global contra o extremismo político de esquerda, com foco na Europa. Nesta semana, o Departamento de Estado americano aplicou sanções a pelo menos duas redes no continente: o coletivo italiano Autistici/Inventati (A/I), acusado de fornecer infraestrutura digital para células da Antifa nos EUA, e o Palestine Action, já reconhecido como organização terrorista no Reino Unido.
As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla de Segurança Nacional anunciada em abril, que classifica a Europa como uma "incubadora" de ameaças terroristas. Washington identifica três categorias de ameaça em expansão: grupos criminosos transnacionais, terroristas islâmicos e extremistas violentos de esquerda, incluindo anarquistas e antifas. O movimento inicial ocorreu com a designação da Antifa como organização terrorista após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
Para Ludmila Culpi, professora de Relações Internacionais da PUCPR, a ofensiva indica a formalização de uma nova doutrina americana, que combina sanções antiterrorismo, disputa regulatória sobre liberdade de expressão e recomposição de alianças ideológicas transatlânticas. Segundo ela, trata-se de uma "nova gramática da guerra cultural" com instrumentos de política externa.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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