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Governo do Paraguai reforça cooperação militar e tecnológica com os Estados Unidos

Por Celso Rafael
Atualizado em 23/10/2026 às 07:35 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O governo do Paraguai, sob a gestão de Santiago Peña, consolidou uma série de acordos estratégicos com os Estados Unidos nas áreas de segurança e tecnologia. As medidas foram anunciadas após a visita do vice-secretário americano Christopher Landau a Assunção e abrangem desde o combate ao crime organizado na Tríplice Fronteira até a construção de infraestrutura para inteligência artificial movida pela energia de Itaipu.

Na área de segurança, os Estados Unidos destinarão US$ 5,5 milhões para apoiar um novo centro antiterrorista e reforçar a segurança nas fronteiras, além de enviar um assessor especializado em contraterrorismo para atuar em Assunção. Outro montante de US$ 6,25 milhões será aplicado no combate ao crime organizado transnacional. O pacote inclui ainda a abertura de um escritório regional do Escritório de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL) na capital paraguaia, que funcionará como centro de coordenação para programas americanos em todo o Cone Sul.

A parceria avança também no campo da inteligência artificial, com um acordo entre as empresas Crusoe e Araico para construir um datacenter no Paraguai. O projeto utilizará a energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu, compartilhada com o Brasil. Além disso, a Uranium Energy Corp investirá US$ 12 milhões no desenvolvimento de reservas de urânio em solo paraguaio. Os dois governos iniciaram ainda negociações para o chamado Acordo 123, tratado de cooperação nuclear civil que permite a transferência de tecnologia e equipamentos nucleares americanos para fins pacíficos.

Um acordo assinado no fim de 2025, conhecido como SOFA, estabelece as regras para a permanência temporária de tropas dos EUA no país. O tratado facilita treinamentos conjuntos, missões humanitárias e exercícios militares coordenados, e garante privilégios e imunidades aos profissionais americanos, permitindo que os Estados Unidos mantenham a jurisdição penal sobre seu pessoal durante o serviço. O presidente Santiago Peña defende que a cooperação é vital para modernizar as forças nacionais e enfrentar de forma soberana as ameaças regionais.

Na região da Tríplice Fronteira, o foco das ações conjuntas é o combate a facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificadas pelo governo paraguaio e pelos EUA como organizações terroristas. Foi instalada em Ciudad del Este uma nova Companhia Contraterrorista das Forças Armadas paraguaias, que recebeu treinamento especializado dos americanos. Novos sistemas de compartilhamento de dados de radares e de identificação de passageiros foram implantados para interceptar aviões do narcotráfico e controlar o fluxo migratório ilegal na fronteira com Brasil e Argentina.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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