Flávio usa “padrão Bukele” para apresentar agenda de segurança
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, apresentou uma agenda de segurança pública inspirada no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. A proposta inclui endurecimento de penas, ampliação do sistema prisional e redução da maioridade penal, com o objetivo de transformar o combate à criminalidade em uma das principais marcas da campanha.
Em eventos de campanha, Flávio defendeu a classificação de facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e propôs pena mínima de oito anos para ladrões de celulares. O candidato também defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos, citando apoio de 90% da população em pesquisa Real Time Big Data, e mencionou o caso recente de estupro coletivo em uma escola de Pernambuco para defender a responsabilização de adolescentes a partir dos 14 anos em crimes hediondos.
A estratégia ocorre em um momento em que a segurança pública lidera as preocupações dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest de agosto, que apontou a violência como principal problema citado por 33% dos entrevistados. Especialistas, no entanto, alertam para os custos e limites de políticas de endurecimento, citando as críticas ao modelo salvadorenho por organizações de direitos humanos, que denunciam prisões arbitrárias e mortes sob custódia do Estado.
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