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Flávio escala Dallagnol para analisar sigilos de Lula e pessoas próximas ao presidente

Por Celso Rafael
Atualizado em 22/10/2026 às 16:35 schedule 3 min de leitura visibility 13 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) escalou o ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar os documentos relativos aos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de familiares e de pessoas próximas ao petista. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22).

Segundo a campanha de Flávio, o ex-procurador deverá examinar “cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear inconsistências”. A equipe pretende identificar possíveis divergências nas informações apresentadas pelo presidente às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Dallagnol foi escolhido por sua experiência nas investigações da Lava Jato, que também envolveram o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e as relações do presidente com aliados e empreiteiras.

Em entrevista coletiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dallagnol afirmou que pretende se debruçar principalmente sobre os dados financeiros de Lula apurados durante o período em que chefiou a força-tarefa. A campanha do senador sustenta que a divulgação dos documentos terá verificação criteriosa e que “nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos”.

A disputa começou no debate presidencial da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos. O senador aceitou a proposta e ampliou a cobrança para incluir familiares, assessores e pessoas próximas ao presidente. A proposta inicial de Lula previa a divulgação pública de informações bancárias, fiscais e telefônicas dos últimos oito anos, incluindo dados de familiares e da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., apontada como a única pessoa jurídica da qual o presidente é sócio. Em contrapartida, o petista cobra que Flávio e seus familiares também tenham os sigilos examinados pelo mesmo período, além de informações sobre empresas ligadas ao senador e sobre a offshore Alcazar Holdings.

A equipe de Flávio ampliou o período de análise relativo a Lula e pessoas próximas para 2003. Entre os nomes e entidades incluídos estão Lulinha, sua mulher, Renata de Abreu Moreira, o Instituto Lula, o ex-presidente da entidade Paulo Okamotto e assessores que utilizavam linhas telefônicas para atender ao presidente. A lista também menciona registros de visitantes, reuniões e voos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025 e registros de visitas de familiares do presidente ao Palácio da Alvorada. Também são citados o ex-ministro Guido Mantega, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, e o sindicato Sindnapi. A campanha petista classificou as exigências como manobra e questionou a ausência da Alcazar Holdings na documentação apresentada por Flávio ao TSE.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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