Flávio à frente de Lula, Meta responde ao TSE e debates: as últimas notícias da eleição ao vivo
O PT protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), alegando abuso de poder político e econômico. A ação é uma resposta à declaração do senador Reinaldo Azambuja (PL-MS), que prometeu destinar dinheiro de emendas a municípios com maior votação em Flávio no Mato Grosso do Sul. Durante reunião com prefeitos aliados em Campo Grande, Azambuja, que também preside o PL no estado, afirmou que havia combinado a ação com os senadores Tereza Cristina (PP) e Capitão Contar (PL). "Os municípios onde o Flávio tiver a maior votação, nós vamos fazer um combinado, e anota aí: nós vamos premiar com as emendas esses municípios", disse.
Nesta terça-feira, a Meta respondeu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as acusações de tratamento desigual entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Em documento de nove páginas, a empresa proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram afirmou que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, e descreveu o mecanismo que assegura essa isonomia. A Meta disse que haverá revisão humana de qualquer suspensão ou restrição automatizada aplicada às contas de anúncios das campanhas presidenciais e pediu que não seja aplicada multa. O prazo de 24 horas havia sido dado pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, com previsão de multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento.
Uma das principais acusações da campanha de Lula é de que as ferramentas de inteligência artificial da Meta não permitiam a criação de imagens sobre a campanha do presidente, mas liberavam pedidos idênticos sobre a candidatura de Flávio. A empresa afirmou que o problema ocorreu por uma "lacuna específica em nossas proteções", e não por "viés político". Segundo a Meta, os sistemas bloqueavam pedidos que mencionavam claramente os candidatos, mas nem sempre reconheciam um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral. "Corrigimos essa lacuna no mesmo dia", informou.
Na segunda-feira, movimentos sociais e apoiadores de Lula protestaram em frente à sede da Meta em São Paulo, exigindo explicações sobre as acusações de interferência nas eleições. A empresa declarou que enfrentou falhas técnicas globais, mas negou qualquer viés político. "Qualquer sugestão de que a Meta favoreça um dos lados é falsa", afirmou.
No campo das pesquisas, levantamento da Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira aponta Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. A diferença de quatro pontos percentuais está no limite da margem de erro, de dois pontos. O agregador de pesquisas da BBC News Brasil indica Flávio um ponto percentual à frente de Lula. Ainda nesta semana, estão previstas divulgações de IDEA, Quaest e Palver (quarta-feira), Datafolha, Gerp, Indexa e PoderData (quinta-feira), Alfa, Ipespe, Real Time Big Data e Vox Brasil (sexta-feira) e AtlasIntel, Datafolha, Quaest, MDA, Nexus, Palver e Paraná Pesquisas (sábado).
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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