Última Hora
• A ofensiva de Lula sobre eleitores de direita contra Flávio no 2º turno • Mães solo celebram fim da escala 6x1: 'Estava vendo a vida dos meus filhos passar' • Os dilemas de empresários após fim da 6x1: 'Entendo, mas a conta não fecha' • Pesquisas para presidente a 10 dias do 2º turno — o que diziam em 2018 e 2022 e o que mostram agora • Aplicativo BBC News Brasil: como baixar e receber alerta de notícias e análises • Fim da escala 6x1 é 'vitória' e dá 'impulso eleitoral' para Lula, destaca imprensa internacional • 'As gangues, as armas e a batalha pelo Brasil': jornal britânico destaca protagonismo da violência de facções criminosas na eleição • Fim da escala 6x1 é fruto de luta dos trabalhadores, não do governo, diz sociólogo • A ofensiva de Lula sobre eleitores de direita contra Flávio no 2º turno • Mães solo celebram fim da escala 6x1: 'Estava vendo a vida dos meus filhos passar' • Os dilemas de empresários após fim da 6x1: 'Entendo, mas a conta não fecha' • Pesquisas para presidente a 10 dias do 2º turno — o que diziam em 2018 e 2022 e o que mostram agora • Aplicativo BBC News Brasil: como baixar e receber alerta de notícias e análises • Fim da escala 6x1 é 'vitória' e dá 'impulso eleitoral' para Lula, destaca imprensa internacional • 'As gangues, as armas e a batalha pelo Brasil': jornal britânico destaca protagonismo da violência de facções criminosas na eleição • Fim da escala 6x1 é fruto de luta dos trabalhadores, não do governo, diz sociólogo
Ver Todas

Fim da escala 6x1 é 'vitória' e dá 'impulso eleitoral' para Lula, destaca imprensa internacional

Por Ivan Marra
Atualizado em 15/10/2026 às 16:05 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A aprovação do fim da escala 6x1 pelo Senado, na noite de quarta-feira (14/10), foi recebida pela imprensa internacional como uma vitória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A proposta passou em dois turnos por 75 votos a favor e apenas um contra e poderá ser promulgada pelo Congresso, já que manteve o texto aprovado pela Câmara em maio.

A Reuters descreveu a medida como a maior reformulação dos direitos trabalhistas brasileiros em décadas e destacou que a aprovação entrega ao presidente uma importante conquista legislativa às vésperas da votação. A agência também chamou atenção para o apoio de parlamentares de diferentes campos políticos, incluindo Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, que antes se opunha à mudança. O texto citou ainda a estimativa do governo de que mais de 37 milhões de trabalhadores com emprego formal poderão ser beneficiados pela redução do limite semanal de 44 para 40 horas.

A Associated Press ressaltou a expectativa do presidente de fortalecer sua candidatura com a medida. Segundo analistas e políticos citados pela agência, aliados de Bolsonaro deixaram de bloquear a proposta para evitar desgaste eleitoral do candidato diante da popularidade da mudança. O Financial Times também tratou a aprovação como vitória de Lula e o cumprimento de uma de suas principais promessas antes do segundo turno, mas ouviu o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília, para quem o efeito eleitoral pode ser limitado, já que os trabalhadores só começarão a sentir os benefícios depois da eleição. Para ele, a aprovação dificilmente reverterá, em tão pouco tempo, o desgaste provocado pelo custo de vida e pelo endividamento das famílias.

O jornal britânico afirmou que a mudança aproximará o Brasil de países de renda mais alta, onde as jornadas diminuíram com ganhos de produtividade e eficiência, e destacou alertas de entidades empresariais sobre o aumento dos custos, especialmente no comércio, limpeza, restaurantes, bares e hotéis. O The Guardian ressaltou a vitória política de Lula e a mudança de posição de Bolsonaro diante do apoio popular à reforma. Na França, o Le Monde noticiou, com a AFP, que o Parlamento aprovou a redução do tempo de trabalho prometida por Lula, enquanto a Deutsche Welle apresentou a aprovação como uma vitória do presidente antes do segundo turno e afirmou que a decisão poderia dar impulso a ele na disputa eleitoral.

O texto aprovado no Senado é idêntico ao que teve aval da Câmara em maio. A proposta prevê que a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga entre em vigor 60 dias depois da promulgação da alteração constitucional. Já a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais ocorreria em duas etapas: primeiro para 42 horas, também após os 60 dias, e o limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano. A mudança também prevê que os trabalhadores beneficiados não sofrerão redução salarial.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional Mães solo celebram fim da escala 6x1: 'Estava vendo a vida dos meus filhos passar' Trabalhadoras sem rede de apoio relatam dificuldades que a jornada 6x1 impunha na convivência com os filhos e… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra