EUA retiram bombardeiros de base no Reino Unido após ameaça terrorista
A Força Aérea dos Estados Unidos retirou os bombardeiros que estavam estacionados na base aérea de Fairford, no oeste da Inglaterra, e os levou de volta ao território americano. A informação foi divulgada por órgãos de imprensa dos Estados Unidos e confirmada por uma autoridade do Pentágono à agência Associated Press, segundo a qual as aeronaves foram redistribuídas para suas bases de origem.
A remoção ocorre após um incidente registrado perto da base na semana passada. Cinco homens foram presos no domingo anterior nas proximidades da unidade, de onde aviões militares americanos vinham partindo para missões na guerra contra o Irã. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados, mas, de acordo com as autoridades britânicas, são todos cidadãos do Reino Unido, com idades entre 23 e 25 anos e originários da região de Londres. Eles foram liberados mediante pagamento de fiança no dia seguinte.
Também na semana passada, um cidadão com dupla nacionalidade britânica e iraniana foi preso no centro de Londres, em uma ação relacionada ao caso. Autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos atribuíram ao Irã a responsabilidade pelo incidente, mas Teerã negou envolvimento. O caso segue sob investigação.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã havia afirmado este ano que a base poderia ser um "alvo legítimo" do regime islâmico e de seus aliados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem usando o episódio para elevar a retórica sobre uma possível retomada de bombardeios em larga escala contra o Irã. "Tenho decisões a tomar sobre o Irã. O Irã foi dizimado. Então, a única questão é: será pelo caminho mais fácil ou pelo mais difícil?", disse o presidente a jornalistas no sábado, em mais um ultimato para que o regime islâmico faça um acordo para encerrar a guerra iniciada em fevereiro.
Apesar da retirada dos bombardeiros de Fairford, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira que a segurança das bases militares dos Estados Unidos é rígida e descartou maiores preocupações. "Confiamos na segurança de todas as nossas bases porque, em teoria, todas podem estar ameaçadas a qualquer momento. Por isso, contam com tantas medidas de segurança ao seu redor", declarou à imprensa antes de embarcar para uma viagem à Europa, com passagens por Islândia, Grécia e Portugal, segundo a agência EFE. Rubio disse ainda que a retirada ocorreu devido a "rotações regulares" do Pentágono com seus ativos militares e evitou vincular diretamente o episódio da semana passada aos movimentos realizados.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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