EUA e China reduzem impostos de importação após encontro oficial
Os Estados Unidos e a China anunciaram neste sábado, 26 de setembro de 2026, uma trégua comercial que prevê a redução de US$ 30 bilhões em tarifas sobre mercadorias trocadas entre os dois países. O acordo foi firmado em Washington durante a visita oficial do presidente chinês, Xi Jinping, ao presidente americano, Donald Trump. O objetivo declarado é estabilizar a relação entre as duas potências e abrir canais de diálogo sobre tecnologia e segurança.
As reduções atingem principalmente produtos considerados não sensíveis, como itens agrícolas e bens de consumo em geral. Além disso, as duas maiores economias do mundo decidiram prorrogar por mais dois meses a trégua comercial que venceria em novembro. Esse prazo extra servirá para que os negociadores tentem chegar a um acordo econômico mais amplo e detalhado, enquanto os temas mais polêmicos foram adiados para as próximas rodadas de conversa.
Na área de tecnologia, os dois governos concordaram em criar uma espécie de canal de emergência para lidar com incidentes envolvendo inteligência artificial. A proposta é que as autoridades compartilhem informações rapidamente caso sistemas de IA provoquem eventos que possam colocar em risco a segurança nacional ou causar problemas que ultrapassem as fronteiras. Apesar das divergências sobre como regular a tecnologia — com Trump defendendo menos barreiras e Xi Jinping o controle humano —, ambos reconhecem a necessidade de evitar que uma falha tecnológica acidental resulte em uma crise diplomática grave.
O acordo também inclui compromissos na área de energia e minerais. A China concordou em importar pelo menos 10 milhões de toneladas de carvão americano por ano em 2027 e 2028. Outro ponto central envolve as terras raras, minerais essenciais para a fabricação de celulares, carros elétricos e equipamentos de defesa: Pequim havia restringido a venda desses minérios em retaliação a taxas americanas, e agora os dois países negociam para que o fornecimento volte ao normal. Washington também comemorou o maior controle chinês sobre substâncias químicas usadas na produção de drogas sintéticas, como o fentanil.
Em relação à segurança militar, os dois governos decidiram trabalhar em um documento para melhorar a comunicação entre suas Forças Armadas, com o objetivo de evitar que escaramuças militares se transformem em guerras. Sobre Taiwan, território que a China considera seu, Xi Jinping pediu que os americanos ajam com prudência. Os Estados Unidos mantêm a política de vender armas para a ilha e de defender uma solução pacífica para seu status, sem declarar apoio total à independência. Xi reforçou que o diálogo regular é a única forma de evitar uma escalada perigosa entre uma potência estabelecida e outra em ascensão no cenário mundial.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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