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'Enquanto meu pai não disser onde está o corpo da minha mãe, ele não deve sair da prisão'

Atualizado em 23/08/2026 às 19:35 schedule 3 min de leitura visibility 17 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
'Enquanto meu pai não disser onde está o corpo da minha mãe, ele não deve sair da prisão'

Cat Razzell, que tinha 13 anos quando a mãe foi assassinada, afirmou que o pai não deve ser libertado da prisão enquanto não revelar onde escondeu o corpo da vítima. Linda Razzell desapareceu a caminho do trabalho em Swindon, no sudoeste da Inglaterra, em março de 2002. Glyn Razzell, então em processo de divórcio com Linda, foi condenado pelo assassinato e sentenciado à prisão perpétua, mas nunca revelou o que fez com o corpo — que jamais foi encontrado.

O caso voltou à atenção pública depois que a Comissão de Liberdade Condicional decidiu, em abril, que Glyn poderia ser solto. A decisão foi encaminhada ao Supremo Tribunal britânico, que realizou uma audiência de dois dias na semana passada. O julgamento final é esperado nas próximas semanas. Cat e os irmãos compareceram ao tribunal para argumentar contra a libertação do pai.

“Enquanto ele se recusar a admitir o que fez a ela e, por consequência, o que fez a nós, o impacto desse crime continuará”, disse Cat à BBC. “Não acreditamos que alguém disposto a fazer isso mereça ser libertado.” Ela afirmou que a família não deseja que o pai morra na prisão, mas defende que ele permaneça detido até confessar o crime e indicar o local do corpo.

Linda tinha 41 anos quando desapareceu. A polícia foi alertada depois que ela não buscou dois dos quatro filhos em uma atividade extracurricular. Na semana anterior, ela havia ido a um banco com uma ordem judicial para bloquear as contas de Glyn. Embora o corpo nunca tenha sido encontrado, a polícia localizou vestígios de sangue no porta-malas de um carro usado por ele.

Durante a audiência, o promotor Tristan Jones KC descreveu Glyn como um “indivíduo profundamente enganador” que realizou uma “campanha de violência” contra Linda. O tribunal também ouviu uma denúncia de violência doméstica feita por ela antes da morte, na qual expressava medo de ser morta. Glyn chegou a ser absolvido de duas acusações de violência doméstica meses antes do assassinato, mas uma audiência da comissão em 2023 concluiu, com base nas provas, que ele era abusivo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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