Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,09 em dia de cautela
O dólar subiu 1,15% e fechou a R$ 5,087 nesta quinta-feira (15), maior valor de encerramento desde 2 de outubro, quando a cotação havia terminado em R$ 5,216. Ao longo do pregão, a moeda americana renovou máximas na reta final e chegou a R$ 5,098. A alta ocorreu em sentido contrário ao do dólar no exterior: por volta das 17h, o índice DXY, que mede a moeda americana ante uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.
Apesar das três altas consecutivas, o dólar ainda acumula queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano. No mercado brasileiro, a atenção dos investidores estava voltada à divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e ao noticiário sobre possíveis medidas do governo. A notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados também esteve no radar do mercado.
A Bolsa brasileira acompanhou o dia de cautela e recuou 1,06%, aos 204.324,26 pontos. O Ibovespa passou boa parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação e chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos. O giro financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões. Mesmo com a queda, o índice acumula alta de 9,65% em outubro e de 26,81% em 2026, embora recue 2,27% na semana.
No mercado de petróleo, os preços fecharam sem direção única, em meio a ajustes de posições após a alta da sessão anterior. O Brent caiu 0,13%, a US$ 105,92 por barril, enquanto o WTI para novembro subiu 3,03%, para US$ 97,97 por barril. O mercado acompanhou tensões no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além de sinais de aumento da oferta global. Os estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos caíram 8,557 milhões de barris, acima das previsões, e a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas anunciada pelo G7 no início de outubro.
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