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Ditador de Cuba reconhece que país vive situação de “sofrimento”

Por Ivan Marra
Atualizado em 27/08/2026 às 09:05 schedule 2 min de leitura visibility 91 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o país vive uma situação de “sofrimento” em meio à grave crise econômica e social que atinge a ilha. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele classificou o cenário como “complexo”, embora tenha negado que Cuba esteja à beira de um colapso. Díaz-Canel afirmou que a avaliação de especialistas internacionais sobre o risco de Cuba se transformar em uma espécie de “Gaza silenciosa” é “perfeitamente correta”, mas rejeitou a ideia de que o regime esteja próximo de perder o controle.

O ditador cubano também reconheceu que o diálogo com os Estados Unidos está “estagnado” neste momento. Segundo ele, apesar de contatos entre os dois governos, ainda não houve avanços concretos nem foi definida uma agenda para as negociações. As tensões aumentaram após o endurecimento da política americana contra Havana, incluindo um bloqueio ao fornecimento de petróleo à ilha em janeiro e sanções secundárias ampliadas a partir de maio.

Em paralelo, o regime aprovou em junho um pacote com 176 medidas econômicas voltadas à liberalização e à descentralização de parte da atividade produtiva. Díaz-Canel, porém, rejeitou a interpretação de que as mudanças representem uma abertura ao capitalismo. “Estamos em um processo de construção socialista”, afirmou, acrescentando que 76,1% das medidas já receberam respaldo jurídico.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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