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Degelo e seca avançam sobre Ásia Central e pequenos países insulares

Por Ivan Marra
Atualizado em 26/08/2026 às 18:50 schedule 3 min de leitura visibility 27 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Dois relatórios lançados nesta quarta-feira (26) alertam que os pequenos países insulares em desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês) e a Ásia Central estão sofrendo pressões sem precedentes sobre recursos hídricos, saúde do solo e clima. No total, são mais de 50 países e territórios afetados. As publicações foram apresentadas oficialmente na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.

Os documentos fazem parte do Global Land Outlook (GLO), principal publicação da convenção das Nações Unidas sobre a terra (UNCCD). A Ásia Central, formada por Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, é considerada um dos epicentros mundiais da degradação do solo. Mais de 80 milhões de hectares, ou mais de um quarto do território, já estão degradados, afetando 30% da população, cerca de 24 milhões de pessoas. A UNCCD calcula que essa degradação provoque perdas anuais entre dois e seis bilhões de dólares. A região também está aquecendo duas vezes mais rápido do que a média global, e as geleiras, que eram as "torres de água" locais, encolheram 30% em cinquenta anos.

Os SIDS incluem 39 países e 18 territórios no Caribe, nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, além do Mar do Sul da China. Cerca de 18,8 milhões de hectares, ou 16,5% da área total combinada, estão degradados em diferentes graus, ligeiramente acima da média global. Mais de 70% desses países enfrentam escassez de água, e 43% da área total são afetados pela seca, sendo 3% com seca severa e 6% com seca extrema. A área afetada pela seca extrema aumentou 30% entre os períodos de 1961/1970 e 2014/2023. Estima-se que 16,3 milhões de pessoas enfrentem insegurança alimentar grave, com 11,5 milhões subnutridas.

Os países insulares recebem cerca de US$ 2 bilhões em financiamento público para adaptação por ano, o que equivale a aproximadamente 0,2% do financiamento climático global total. Os pesquisadores estimam que seriam necessários pelo menos US$ 11,7 bilhões anuais para fins de adaptação, quase seis vezes o nível atual. A secretária executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, afirmou que, apesar das diferenças, tanto a Ásia Central quanto os SIDS mostram vulnerabilidades, mas ainda estão em situação possível de melhora. "A prioridade agora é acelerar esse progresso, ao investir na gestão responsável da terra, fortalecendo a cooperação regional e internacional e garantindo que as pessoas e os ecossistemas permaneçam no centro das decisões de desenvolvimento", disse.

Esta matéria foi publicada primeiro em Meio ambiente · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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