Como um magnata excêntrico que tinha leão como animal de estimação se tornou o homem mais rico do mundo
O magnata americano Jean Paul Getty, que entrou para o livro do Guinness como o homem mais rico do mundo em 1966, construiu sua fortuna no setor petrolífero e ficou conhecido tanto pela riqueza quanto por um estilo de vida excêntrico e recluso. Getty ganhou seu primeiro US$ 1 milhão aos 24 anos, quando foi descoberto petróleo em um campo de sua propriedade em Oklahoma. Quando morreu, em 1976, aos 83 anos, sua fortuna era estimada em cerca de US$ 4 bilhões, equivalentes a US$ 23,5 bilhões em valores atuais.
Nos últimos anos de vida, Getty administrou seu império de uma mansão em estilo Tudor do século 16 em Surrey, na Inglaterra, que havia sido residência de verão do rei Henrique 8º. A propriedade, comprada em 1959, tinha 72 cômodos e foi transformada em uma fortaleza, com sistema de segurança em todos os ambientes, barras nas janelas e portas, cercas eletrificadas com arame farpado e cães de ataque patrulhando o local. O magnata, que tinha medo de voar e de viajar em navios transatlânticos, também mantinha um leão de estimação chamado Nero circulando pela propriedade, além de guarda-costas e assessores.
Em 1963, Getty concedeu uma entrevista à BBC na qual falou sobre sua rotina e sua visão sobre o próprio sucesso. O bilionário fazia suas refeições em uma mesa de quase cinco metros de comprimento, acompanhado apenas por seu cão de guarda, um pastor alemão. Na ocasião, ele admitiu ser pão-duro e contou que esperava do lado de fora de exposições caninas para que o valor do ingresso caísse um pouco e que jantava tarde em restaurantes para evitar pagar a taxa adicional pela apresentação da orquestra. "Nunca tive a sensação de estar cheio de dinheiro", disse.
Em 1973, um de seus netos, John Paul Getty 3º, de 16 anos, foi sequestrado na Itália. O magnata se recusou a pagar o resgate de US$ 16 milhões, dizendo que tinha outros 14 netos e que, se pagasse um centavo, todos seriam sequestrados. O jovem foi mantido em cativeiro por cinco meses e teve uma orelha cortada pelos sequestradores, que a enviaram a um jornal. Um resgate de US$ 2,8 milhões acabou sendo pago, mas a contribuição de Getty não foi divulgada.
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