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Como São Francisco de Assis inspirou Chesterton

Por Ivan Marra
Atualizado em 18/10/2026 às 07:50 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O escritor inglês G. K. Chesterton cultivou ao longo de toda a vida uma relação de admiração com São Francisco de Assis. Ainda criança, muito antes de compreender o catolicismo, ouviu dos pais a história do homem que renunciou a todos os seus bens — inclusive às roupas que vestia — para seguir Cristo na pobreza. Desde então, passou a considerar o santo de Assis um amigo.

Na adolescência, o encanto infantil deu lugar à dúvida. No início da década de 1890, Chesterton foi atraído pelo decadentismo e pela influência de Oscar Wilde. Nesse período, escreveu um poema sobre São Francisco, publicado em novembro de 1892, em que questionava se as vidas que comoveram seus irmãos os deixariam às portas da escuridão. O texto, dedicado ao "sonhador solitário" de Assis, marcou sua busca por respostas em um mundo dominado pela dúvida.

Com o passar dos anos, o santo se tornou o antídoto contra o veneno daquela década. Em 1900, Chesterton já cantava os louvores de São Francisco em artigo no The Speaker, e em 1902 voltou a enaltecê-lo em Doze Tipos. Em julho de 1922, foi recebido na Igreja Católica e, oito semanas depois, ao receber a Crisma, escolheu Francisco como seu nome. No ano seguinte, publicaria sua biografia do santo, que descreveu como uma figura que "se ergue sobre uma espécie de ponte" entre sua infância e sua conversão.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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