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Como Santa Catarina se tornou uma das economias mais fortes do Brasil?

Por Ivan Marra
Atualizado em 11/08/2026 às 17:15 schedule 3 min de leitura visibility 45 visualizações share 1 compartilhamentos (0)
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Santa Catarina consolidou-se como uma das economias mais dinâmicas do país ao combinar investimentos em capital humano com um parque industrial diversificado e voltado à exportação. O estado se destaca nacionalmente por indicadores de produtividade e pela presença de polos industriais de alta competitividade, que atraem talentos e empresas de tecnologia.

O desempenho catarinense, no entanto, esbarra em gargalos históricos de infraestrutura, especialmente na logística de escoamento da produção. A dependência de rodovias e a capacidade portuária limitada são apontadas como entraves que o setor produtivo busca superar com novos investimentos e parcerias.

Diante desses desafios, a estratégia local tem sido direcionada à inovação e à inserção global, com empresas locais ampliando sua presença em mercados externos. O modelo catarinense, ancorado em pequenas e médias indústrias, aposta na qualificação profissional e na modernização para sustentar o crescimento, embora os efeitos dessas iniciativas sobre a infraestrutura ainda dependam de avanços concretos.

Levantamentos de entidades setoriais e dados públicos consolidados indicam que o estado figura entre as unidades da federação com maior proporção de trabalhadores com ensino técnico e superior empregados na indústria, o que sustenta a classificação de liderança em capital humano. Os números detalhados, no entanto, variam conforme a fonte e o recorte metodológico utilizado.

Órgãos oficiais não detalharam os critérios exatos que posicionam os polos industriais catarinenses no topo dos rankings de competitividade, mas especialistas atribuem o desempenho à combinação de arranjos produtivos locais e à capilaridade das pequenas e médias empresas.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego, compilados em bases como a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), são frequentemente citados por pesquisadores para dimensionar a escolaridade da mão de obra industrial catarinense, embora os recortes estaduais exijam tratamento metodológico específico.

O Observatório FIESC, vinculado à Federação das Indústrias do Estado, publica periodicamente indicadores de competitividade e capital humano que subsidiam análises sobre o desempenho regional, servindo de referência para estudos acadêmicos e matérias jornalísticas sobre o tema.

Economistas e pesquisadores ouvidos em diferentes levantamentos ponderam que o indicador de capital humano, embora relevante, não reflete isoladamente a competitividade, uma vez que fatores como custo logístico e carga tributária pesam na equação. Alguns estudos apontam que estados com escolaridade similar, mas com infraestrutura mais madura, apresentam desempenho industrial comparável, o que relativiza a exclusividade do mérito catarinense.

Os rankings de competitividade, ainda que amplamente divulgados, são construídos com metodologias distintas — alguns priorizam inovação, outros, eficiência do setor público —, o que explica divergências entre as posições ocupadas pelo estado conforme a publicação consultada. As entidades responsáveis não consolidaram um critério unificado para a liderança estadual.

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