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Com pessimismo externo, dólar sobe 0,47% e aproxima-se de R$ 5,20

Por Ivan Marra
Atualizado em 25/09/2026 às 11:35 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) vendido a R$ 5,193, com alta de 0,47%, aproximando-se do patamar de R$ 5,20 e atingindo o maior nível desde o fim de agosto. A cotação iniciou o dia em R$ 5,16 e chegou a R$ 5,202 na máxima, por volta das 15h. Com o resultado, a moeda passou a acumular alta de 0,26% em setembro, embora ainda registre queda de 5,39% no ano.

A valorização ocorreu em linha com o comportamento da moeda norte-americana no exterior. O índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de seis moedas, subia 0,14%, aos 101,270 pontos, por volta das 17h. A alta ganhou força ao longo da manhã, acompanhando a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em meio a preocupações com a inflação americana e à perspectiva de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve. O Treasury de dez anos chegou a 5,2209% no fim da tarde, contra 5,114% na sessão anterior, superando 5% ao ano pela primeira vez desde 2007. Taxas mais altas para os títulos públicos americanos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, estimulam a fuga de capital de países emergentes, como o Brasil.

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Deviem

O Banco Central atuou no mercado de câmbio e vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos, operação em que vende dólares com compromisso de recomprá-los em alguns meses, aumentando a oferta de moeda estrangeira e a liquidez do mercado. Na véspera, a autoridade monetária havia informado que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18. Mais cedo, o BC divulgou novas projeções econômicas: a estimativa de crescimento do PIB em 2026 foi reduzida de 2% para 1,8%, e para 2027 a previsão é de crescimento de 1,4%.

O Ibovespa encerrou o dia em 183.965,91 pontos, queda de 0,99%, após máxima de 186.211,43 pontos e mínima de 183.834,97 pontos. O movimento acompanhou a piora do ambiente internacional para ativos considerados mais arriscados, especialmente nos mercados emergentes. No cenário doméstico, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento reduziram de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, mas elevaram a previsão de déficit efetivo para 2026 para R$ 80,9 bilhões.

O petróleo terminou o dia em forte alta, em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte da commodity. O barril do tipo Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60, acumulando alta próxima de 4% na semana e superior a 18% no mês. O WTI avançou 2,65%, a US$ 94,61 por barril. As cotações afastaram-se das máximas durante a tarde após informações sobre possíveis negociações entre os dois países, mas a falta de definição manteve a pressão sobre os preços. Combustíveis mais caros podem aumentar as pressões inflacionárias e afetar as expectativas para as taxas de juros em diferentes economias.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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