Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos
O número de cirurgias plásticas de mama realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025. No período, o total anual passou de 9 mil para 14.213 procedimentos, segundo dados do sistema público de saúde.
O levantamento considera todos os tipos de cirurgia plástica mamária feitos pela rede pública, incluindo procedimentos reconstrutivos e estéticos. O aumento reflete a ampliação do acesso a esse tipo de atendimento no país ao longo da última década.
Os números indicam uma tendência de crescimento contínuo na demanda por esses procedimentos no SUS. A variação percentual acumulada no período supera a metade do total registrado no início da série histórica analisada.
Especialistas apontam que o crescimento pode estar associado a fatores como o envelhecimento da população, o aumento da detecção precoce de câncer de mama e a maior oferta de serviços de reconstrução mamária na rede pública. A reconstrução após mastectomia é um direito garantido por lei às pacientes do SUS.
Os dados reforçam a importância do investimento contínuo em infraestrutura hospitalar e capacitação de equipes para atender à demanda crescente por cirurgias reparadoras e estéticas no sistema público de saúde.
Os dados são consolidados pelo Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), gerenciado pelo Ministério da Saúde, e reúnem registros de internações em hospitais públicos e conveniados à rede.
Especialistas ouvidos ponderam que parte do aumento pode refletir aprimoramentos na codificação dos procedimentos e na notificação dos hospitais, e não necessariamente um salto real na demanda. A distinção entre cirurgias estéticas e reconstrutivas nos registros oficiais também é apontada como uma limitação metodológica, já que a classificação nem sempre é precisa.
Esta matéria foi publicada primeiro em Saúde · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial, a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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