Cardeal Parolin: que o direito governe a IA, eliminando as desigualdades
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, abriu nesta terça-feira (20/10) a série de cinco dias de encontros que marcam os 150 anos da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Em sua intervenção, o cardeal abordou a relação entre o direito e as novas tecnologias, com atenção especial à inteligência artificial.
Segundo Parolin, a "Magnifica humanitas" oferece aos juristas três diretrizes para que as normas assegurem maior justiça. A primeira delas é desarmar as palavras — ou seja, evitar que a linguagem jurídica e tecnológica seja usada de modo a criar ou reforçar desigualdades. A segunda é assumir a perspectiva das vítimas, colocando no centro da reflexão normativa aqueles que sofrem os efeitos negativos das decisões e dos sistemas.
A terceira diretriz apontada pelo secretário de Estado é cultivar um realismo saudável, de modo que as regras acompanhem as transformações tecnológicas sem perder de vista os limites e as consequências concretas de cada inovação. Para o cardeal, esse conjunto de orientações deve guiar a atuação dos juristas diante dos desafios colocados pela inteligência artificial.
A programação dos encontros se estende ao longo de cinco dias na Pontifícia Universidade Gregoriana, instituição que celebra um século e meio de existência de sua Faculdade de Direito Canônico. A abertura contou com a presença do cardeal Parolin, que destacou o papel do direito na construção de uma sociedade mais justa diante das novas ferramentas tecnológicas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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