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Campanha de Lula usa suposto favorecimento da Meta para pedir cassação da chapa de Flávio no TSE

Por Ivan Marra
Atualizado em 22/10/2026 às 07:50 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou na noite desta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de cassação do registro ou do diploma do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL). A ação de investigação judicial eleitoral (Aije) alega suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A coligação também pede que os dois sejam declarados inelegíveis por oito anos. O relator será o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

Segundo a petição, a Meta — proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp — e o X (antigo Twitter) teriam beneficiado a candidatura adversária. O documento sustenta que os sistemas de recomendação e moderação das plataformas passaram a operar, de forma reiterada e convergente, em favor dos investigados e em detrimento da candidatura de Lula. “Esta ação não se resume a uma discussão técnica sobre algoritmos. Ela vai além. Sustenta que a candidatura investigada se beneficia de uma engrenagem de poder econômico”, afirma um trecho da peça.

A ação reúne dados e relatórios técnicos. A campanha diz ter identificado uma rede coordenada de 255 perfis criados por inteligência artificial que publicou mais de 1,2 mil conteúdos sintéticos sem identificação de origem, alcançando 58,6 milhões de visualizações em um único mês com ataques ao presidente. Os advogados também apontam que o perfil oficial de Flávio obteve 2,96 vezes mais interações por publicação na primeira semana do segundo turno do que a conta de Lula, mesmo com número menor de seguidores.

O documento relata ainda testes feitos na Meta AI e na ferramenta Grok, do X, nos quais os sistemas teriam aceitado comandos para criar peças de propaganda eleitoral com o número do candidato adversário (“Flávio 22”), mas recusado solicitações idênticas formuladas para a campanha de Lula (“Lula 13”). A coligação cita também que buscas no WhatsApp pelo canal “Exército do Lula” retornavam com a recomendação do canal “Tropa do Flávio”, e que pesquisas de hashtags no Instagram posicionavam termos pejorativos como “#lulaladrão” em primeiro lugar.

Diante da proximidade do segundo turno, a campanha pede medidas liminares urgentes ao corregedor: que a Meta e o X preservem todos os registros internos de algoritmos, igualdade no tratamento de inteligências artificiais e a devolução proporcional do alcance de anúncios pagos que a campanha de Lula contratou e não pôde veicular devido a bloqueios técnicos. Há cinco dias, a Meta admitiu falhas técnicas pontuais que afetaram temporariamente publicações da campanha do presidente, mas negou interferência nas eleições brasileiras. Na terça-feira (20), a empresa prestou esclarecimentos ao ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze, em reunião da qual também participaram representantes das campanhas de Flávio e de Lula.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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