Campanha de Lula diz querer colaborar com TSE, mas reagirá a agressões
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (13) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende colaborar com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reduzir a judicialização das eleições. A declaração foi feita após reunião com o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, e com o coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, além de outros integrantes.
Segundo Edinho, a postura da campanha é de colaborar para impedir a judicialização e diminuir o volume de medidas tomadas, mas isso depende de o candidato não ser agredido nem ofendido e de não haver desequilíbrio na disputa. O coordenador da campanha petista defendeu igualdade de tratamento entre os adversários ao longo do processo eleitoral.
Durante o encontro, Nunes Marques apresentou dados segundo os quais as eleições de 2026 registraram 162 representações e pedidos de direito de resposta nos nove dias posteriores ao primeiro turno, contra 51 no mesmo período de 2022. O presidente do TSE relatou ainda um aumento de 217,65% no número de processos em relação ao pleito de 2022 e alertou para o risco de decisões judiciais conflitantes e de restrições ao debate entre os candidatos, em meio à intensificação da disputa presidencial.
A reunião também abordou a liberdade de organização política nas redes sociais e os limites da atuação da Justiça Eleitoral nesse ambiente. Edinho Silva afirmou que a atuação da Justiça deve combater informações falsas sem impedir que a população utilize as plataformas digitais para se organizar politicamente. "Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, proibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais", declarou.
No último final de semana, um canal do deputado federal André Janones (Rede-MG) foi suspenso por suposta propagação de desinformação, e a decisão foi revertida nesta terça-feira (13).
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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