Campanha de Flávio reage para conter impacto de fake news sobre Nossa Senhora
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passou a atuar para conter os efeitos políticos de uma informação falsa que associou o candidato à Presidência à suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Mesmo após o boato ser desmentido, a GloboNews corrigir a informação e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a remoção das publicações que tratavam o conteúdo como verdadeiro, a narrativa continuou circulando nas redes sociais e passou a ser explorada na disputa eleitoral.
A origem da crise foi uma informação falsa que vinculou Flávio a um projeto para retirar o título da santa. O projeto citado nas redes não é de autoria do candidato: foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. A associação ganhou força após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes durante o programa Em Pauta, da GloboNews. A emissora posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas. Flávio negou qualquer intenção de retirar o título e a campanha levou o caso à Justiça Eleitoral.
Neste sábado (26), a campanha realizou uma live com pessoas ligadas a diferentes tradições religiosas. Entre os convidados estavam Padre Kelmon, que disputou a Presidência em 2022 e atualmente é candidato a deputado federal pelo PL em São Paulo, o pastor Ramon Lima, o reverendo anglicano Aldo Quintão e Sérgio Pina, religioso de matriz africana conhecido por manter relação com a cantora Anitta e que apoia Flávio nas redes. A transmissão buscou reforçar a defesa da liberdade religiosa e ampliar o discurso para além do eleitorado evangélico.
Ao mesmo tempo, a reação à decisão judicial abriu uma segunda frente de ataques nas redes. Perfis ligados à esquerda passaram a impulsionar no X a expressão “católicos censurados”, em referência à determinação do ministro André Mendonça, do TSE, para que plataformas removam publicações que apresentem como verdadeira a informação sobre o título da padroeira. Segundo levantamento da empresa Palver divulgado pela Folha de S. Paulo, cerca de 37% das mensagens analisadas sobre o assunto tratavam a informação falsa como verdadeira, com pico de circulação na sexta-feira (25).
Um levantamento da Brandwatch identificou políticos que mais contribuíram para o engajamento sobre o tema, entre eles a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o vereador Alessandro Guedes (PT-SP) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). A primeira-dama Janja publicou uma fotografia de Lula segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, e o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que, enquanto ele e Lula estiverem governando, “as tradições religiosas, tão sagradas para nossas famílias, estarão protegidas e preservadas”. A campanha de Flávio incluiu ainda no levantamento apresentado ao Ministério Público Eleitoral a atuação de um servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, que, segundo o Poder360, republicou mensagens sobre o assunto. A Secom afirmou que a manifestação ocorreu em perfil pessoal e não representa a posição oficial da pasta.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar