Brasil terá imposto automático mais amplo do mundo e empresas temem asfixia no caixa
O Brasil se prepara para adotar o split payment em escala mais ampla do que qualquer outro país que já tenha usado o mecanismo, o que deve pressionar o caixa das empresas. No modelo, previsto para entrar em vigor em janeiro de 2027, a parcela dos novos tributos sobre o consumo — CBS e IBS — será retirada no momento da venda, antes que o restante do pagamento chegue ao vendedor. Hoje, muitas companhias usam o dinheiro do imposto até a data do recolhimento para financiar despesas.
Especialistas ouvidos apontam riscos de custos operacionais e de conformidade maiores do que os ganhos de arrecadação. Na Polônia, um dos sistemas mais próximos do modelo brasileiro, a obrigatoriedade é restrita a transações entre empresas em setores expostos à fraude. Bulgária e Romênia chegaram a adotar mecanismos semelhantes, mas os descontinuaram. A preocupação no Brasil é que a amplitude da medida, somada à demora na devolução de créditos tributários, asfixie a liquidez de pequenas e médias empresas durante a transição.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar