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Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas

Por Ivan Marra
Atualizado em 29/08/2026 às 06:05 schedule 3 min de leitura visibility 56 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas

O Ministério da Saúde apresentou, na quarta-feira (26), o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027 e o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS. O documento foi divulgado durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, e reúne estratégias para preparar o setor diante dos impactos das mudanças climáticas.

O plano destaca que o principal risco para a saúde é o potencial de aumento de doenças, óbitos e da demanda pelos serviços de saúde. O Ministério da Saúde ressalta que as respostas precisam ser integradas e orientadas pela justiça climática, uma vez que comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas.

O AdaptaSUS estabelece estratégias de adaptação na esfera federal do Sistema Único de Saúde (SUS) e define diretrizes para estados e municípios. A preparação está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS, com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma. No médio prazo, o plano estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

Entre as ações, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões. O monitoramento do clima conta com ferramentas como o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk do Cemaden, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto-piloto em oito cidades. Na Amazônia, a preparação prevê a organização da rede de atenção para populações em áreas de difícil acesso, incluindo Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

No Brasil, o El Niño está classificado como "forte" até 2027 e pode atingir o patamar "muito forte" em setembro. A janela crítica está prevista entre outubro e março de 2027. Os efeitos variam por região: seca e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca no Nordeste; ondas de calor no Sudeste; e chuvas intensas com risco de inundação no Sul. O AdaptaSUS integra o Plano Clima Adaptação do governo federal, que envolveu 25 ministérios e contribuições da sociedade civil e do setor empresarial.

Esta matéria foi publicada primeiro em Meio ambiente · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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