Bispos luteranos pedem ao papa jubileu para celebrar mil anos de cristianismo na Noruega
O Papa Leão XIV recebeu bispos luteranos da Igreja da Noruega em audiência formal no Vaticano no dia 26 de agosto. Durante o encontro, o pontífice pediu que os cristãos busquem "caminhos de reconciliação e fraternidade" em meio ao que classificou como um "período particularmente turbulento", marcado pelo aumento da hostilidade na vida política e social.
A audiência ocorre enquanto a Noruega se prepara para celebrar, em 2030, o milésimo aniversário de sua cristianização, marco ligado à Batalha de Stiklestad, em 1030, quando o rei Olavo Haraldsson foi martirizado. Sua morte consolidou a conversão do país ao cristianismo e estabeleceu Santo Olavo como padroeiro da Noruega. Na ocasião, os líderes luteranos convidaram o papa para as celebrações do jubileu no país.
Para marcar a data, a liderança católica norueguesa, representada pelos bispos Fredrik Hansen, de Oslo, e Erik Varden, de Trondheim, solicitou formalmente ao papa a declaração de um ano especial de jubileu para a Igreja Católica na Noruega, de 29 de julho de 2030 a 3 de agosto de 2031. Segundo Varden, as datas têm significado simbólico: a primeira marca o milênio da morte de Santo Olavo, e a segunda, o milênio de sua exumação, quando seu corpo foi encontrado incorrupto e ele foi proclamado santo.
Para os católicos, um ano de jubileu representa um período de graça especial, centrado em oração, peregrinação e reconciliação. Hansen destacou que a celebração permitirá que fiéis locais e peregrinos internacionais renovem sua fé "em gratidão pelo patrimônio cristão com o qual a Noruega foi abençoada". Varden, por sua vez, afirmou que a diocese de Trondheim iniciou os preparativos há anos e pretende usar o milênio como oportunidade para renovar as promessas batismais e reenraizar a fé.
O bispo também ressaltou a importância histórica de Nidaros, nome medieval da atual Trondheim, que foi um dos principais centros de peregrinação cristã do norte da Europa, atraindo devotos de toda a Escandinávia. Ele vê o renascimento da peregrinação como uma forma de recuperar a herança cristã da região e inspirar novos esforços de evangelização. O papa encerrou o encontro orando para que católicos e luteranos vivam "cada vez mais verdadeiramente como irmãos e irmãs".
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