As livrarias independentes que estão sendo fechadas pelo governo da China
As livrarias independentes de Hong Kong, que por anos serviram como uma janela para leitores da China continental em busca de obras consideradas sensíveis pelo governo, enfrentam um momento crítico. A mais recente vítima foi a Livraria Hunter, alvo de uma batida policial no final de junho, quando a proprietária Letitia Wong, de 33 anos, e um homem de 32 anos foram presos sob acusações de sedição e lavagem de dinheiro. Ambos negam as acusações e foram liberados sob fiança.
O fechamento da Hunter é o terceiro em um mês. Em março, o dono da Book Punch e três funcionários foram detidos pelas mesmas acusações. Em 15 de julho, a polícia de segurança nacional realizou buscas em outras duas livrarias, a Greenfield Bookstore e a Have a Nice Stay, prendendo cinco pessoas por sedição. A Greenfield, que operava há 50 anos, anunciou o encerramento das atividades após o término do contrato de aluguel.
Para leitores como Chen Zhu, de 23 anos, que viaja mensalmente de Guangzhou a Hong Kong, essas livrarias representam um espaço de liberdade e comunidade difícil de encontrar no continente. "Fiquei arrasada", disse ao saber da operação na Hunter, onde encontrou o livro que procurava sobre os manifestantes de 1989. Os detalhes sobre o número de livrarias afetadas ou o conteúdo das acusações não constam no material disponível.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar