As duas “Faria Lima”: mercado precifica Lula, mas vê mais chances de ajuste com Flávio
O mercado financeiro já precifica uma possível reeleição do presidente Lula, com a alta dos juros futuros e do dólar refletindo a continuidade da política econômica expansionista. O DI para janeiro de 2028 chegou a 14,155%, e o dólar alcançou R$ 5,25 em agosto, enquanto o J.P. Morgan projeta a moeda em R$ 5,50. Investidores estrangeiros retiraram R$ 16 bilhões da Bolsa brasileira até 13 de agosto.
Apesar da adaptação a esse cenário, analistas ouvidos pela Gazeta do Povo rechaçam a ideia de apoio do mercado a Lula e apontam uma divisão na "Faria Lima": de um lado, o ecossistema de investimentos, prejudicado pelos juros altos; de outro, bancões que se beneficiam do spread bancário. A possibilidade de ajuste fiscal, no entanto, é vista como mais próxima do discurso de Flávio Bolsonaro (PL), que apresentou time econômico ligado à agenda liberal e prometeu "tesouraço" em gastos. Já o entorno de Lula reúne economistas desenvolvimentistas, e parte do mercado aposta que, se reeleito, ele seria forçado a um ajuste no início do mandato.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar